domingo, 28 de dezembro de 2014

Segundo Nascimento* (Parte I)

Eu quero que saibas que nada disto foi mal intencionado, muito menos mal pensado. Eu não conseguia dormir à noite. Se a minha almofada fala-se, seria a maior testemunha de todas as minhas lágrimas. Eu quero que saibas que nada disto foi feito de cabeça leve porque na verdade, demorei muitos dias a pensar nisto… Eu nunca aguentaria o desgosto dos meus pais. Sempre me viram como a mais bem comportada, a melhor intencionada, a que iria ter melhor futuro… Eu não aguentaria entrar em casa e encará-los diariamente com tremenda angústia. Foi tudo muito bem pensado. Eu revi mais de mil vezes todas as opções que eu poderia tomar mas não encontrei mais nenhuma para além desta, desculpa. Cá de cima consigo ver-vos a sofrer. Consigo ver todas as vossas lágrimas, todos os vossos pensamentos, todos os vossos desejos. Desculpa. Diz-lhes que peço desculpa, se me consegues ouvir.
Estávamos a um mês do Natal. Eu sentia que as minhas forças estavam a esgotar… Eu estava muito feliz, mas ao mesmo tempo desfalecia por dentro… Nunca ninguém percebeu. Fomos caminhando para o Natal… Não deixei que a minha mãe me compra-se muitos presentes… Sempre usei a desculpa de ‘’ os saldos só vêm depois! ‘’… A verdade é que eu nem queria que ela gastasse dinheiro com uma pessoa que estaria morta antes do Natal.  Conhecida como a Senhora Sorrisos, a Senhora Sempre Tudo Bem, nunca deixei transparecer toda a minha dor e continuei (con)vivendo normalmente quer com os meus pais, quer com os meus amigos. Estava tudo bem… Nunca ninguém deu por nada.
Lembro-me perfeitamente daquela noite, foi a noite do meu ‘’ segundo nascimento ‘’. Gosto de usar o termo, faz tudo parecer menos agressivo ou grave. Eu estava deitada na cama, com o computador ligado em cima das minhas pernas, procurando soluções para o meu quebra-cabeças. Eram quase três horas da manhã… Não conseguia dormir e não encontrava nenhuma solução. Ajoelhei-me no chão e olhei para cima com as lágrimas a percorrer todo o meu rosto… Gritei interiormente: ‘’ Por favor, se me estás a ouvir dá-me um sinal! Dá-me um sinal de que isto não vai acontecer! ‘’, e nada acontecia. Não houve um sinal sequer… Fiquei naquela posição por pouco mais de cinco minutos. Abri a porta do meu quarto, se o meu pai ouviu o barulho deve ter pensado ‘’ De novo alguém cá em baixo. Estão de férias e em vez de dormirem, ficam acordadas a noite toda. ‘’. Arrastei de pé todo o meu corpo até à gaveta dos medicamentos na cozinha. A verdade é que tudo o que eu queria era um comprimido para a dor de cabeça, um, dois, três ou quatro. O que eu queria era a porcaria do comprimido, que aquela dor de cabeça desaparecesse e arranjar uma solução para o meu super problema. Foram três. Foram três comprimidos de nome diferente do Brufen ou do Panasorbe. Não era minha intenção, juro. Mas quando caí na cama e me apercebi do que tinha feito, encontrei aquilo que finalmente queria… Encontrei uma paz imensa dentro da minha alma.
Quando voltei a nascer, ri-me imenso. Lembrei-me das várias vezes que jogávamos aqueles jogos online esquisitos em que tínhamos que esperar por energia para podermos jogar de novo. Eu sentia-me rejuvenescida, cheia de energia. Não fazia ideia de que mundo era aquele mas estava disposta a saber.


*Continua…

domingo, 7 de setembro de 2014

Até já, meu amor.

Já vivemos tanto. Começamos a namorar estavas tu no liceu. Andavas sempre com o teu cabelo loiro solto, sempre firme daquilo que querias ser, minha querida. Reclamavas de tudo. Passavas a vida a dizer que querias ser independente, que querias sair do país e começar a viver a tua própria vida com as tuas próprias regras. Quando acabaste o secundário, seguiste o caminho que sempre quiseste. Deste grandes passos naquela faculdade. Cresceste imenso lá... Todos te conheciam pelos teus projetos malucos. Sempre foste a favor da igualdade e da justiça... Cheguei a pensar que querias ser presidente da República. Licenciaste-te e arranjaste emprego. Aquilo que sempre quiseste ser...  uma grande médica e salvar muitas vidas... Ironia do destino...
Casamos. Foi o dia mais feliz da minha vida. Ver-te subir ao altar naquele grande vestido que embora seja muito bonito não o consegue ser mais que tu. Dançamos imenso naquela noite... Recordamos todos os nossos passos até aquele momento e planeamos o nosso futuro. A nossa vida começou do zero. Éramos uma linha de comboio que aos poucos se foi construindo. Nesta mesma linha de comboio, que não passa de uma simples metáfora cliché, caminhamos lado a lado...
Quando os putos (como eles dizem hoje em dia) nasceram a nossa casa tornou-se uma festa constante. Uma festa de muitas conquistas diárias, de muitos sorrisos mas também de muitas zangas... '' Mãe, o Afonso fez isto... '' , '' Mentira mãe, foi o Lourenço! ''... E ias tu toda chateada subindo as escadas, tentativa falhada. Derretias-te toda a ver o sorriso deles... Acabavam os três deitados no chão com ataques de risos depois de uma sessão de muitas cócegas. Quando eu subia as escadas tentando perceber o que se passava, os meus olhos brilhavam de orgulho por vos ver os três... E claro, não me podia render aos meus filhos e à mulher mais linda de todo o mundo. Meu amor, eu amava-te tanto! Aliás, eu amo-te, estando tu aqui ou não.
Os putos cresceram, acabaram o liceu e licenciaram-se seguindo caminhos completamente diferentes. O Afonso engenharia civil, o Lourenço em professor de música. Adoravas o facto de ele ter seguido música como futuro... Cantavam imenso juntos e chegaram a dar um concerto no casamento do Afonso. Licenciaram-se, casaram, tiveram filhos... Sempre cuidaste dos teus netos como se fossem os teus primeiros filhos... Dizias tu que era os amores da tua vida e que não lhes trocavas por nada.
O tempo foi passando, meu amor, e com o tempo as rugas foram aparecendo... Os joelhos começaram a ficar mais fracos e o teu coração batendo cada vez mais devagar. Sempre disseste que a tua doença não te iria impedir de viver a tua vida, os teus sonhos e eu orgulho-me tanto de ti. De ti e de toda a nossa vida.
Hoje sou só eu. Os miúdos emigraram e a nossa casa parece-me muito vazia mas ao mesmo tempo completamente recheada de amor. Estou sentado naquela cadeira de baloiçar que comprámos meses antes de teres partido. Tu adoravas sentar-te aqui... Dizias que te fazia bem. Muitas das vezes adormecias aqui, mesmo no meio da sala e toda a família ouvia-te a ressonar por toda a casa. Sempre foste o amor da minha vida, mesmo na tua fase terminal. Mesmo quando te babavas imenso para falar!
Hoje, escrevo-te esta carta porque te quero imenso, porque sinto a tua falta e do teu sorriso encantador que me fez render a ti, minha princesa. Passou 1 ano após a tua morte e eu estou pronto para ir ter contigo. Até já meu amor.
Um beijo,
Eduardo.

sábado, 2 de agosto de 2014

Um livro de lembranças.

Era 13 de Julho de 2025. Estava um calor que sufocava tudo e todos! Não sei como é o que o noivo aguentava vestido naquele fato todo aperaltado. Sinceramente, nem sei como se aguentaram mutuamente durante tanto tempo. Quem diria, hm? Faziam de tudo uma crise de ciumes... Não viviam um sem o outro. Quem diria que não se iriam fartar um do outro. A noiva... A noiva estava linda! Finalmente soltou aquele cabelo que estava sempre apanhado. Lembro-me de ela me dizer que apanhava-o sempre nos escoteiros porque dava mais jeito para trabalhar. Usando o termo correto, era mais '' prático ''. Estava tudo muito bonito! Desde a decoração da igreja até à grande festa. Tudo em grande, como ela gostava! Flores, mesas, músicos... Típico de noivas.
Parecia tudo ter o seu par... Sentia-me um castiçal no meio de tantos aqueles que enfeitavam a sala... Mais um não faria mal. Não conhecia nenhum convidado que se sentou na minha mesa. A nossa mesa ficou batizada como '' a mesa dos solteiros ''. Eu nem me importava. Tinha um  trabalho estável, uma casa e um futuro risonho à minha frente. Mas faltava alguém. Havia um lugar que ainda não tinha sido ocupado...
-  Rita? Quem é que se vai sentar aqui? Quem é que está atrasado? - perguntei eu quase já adivinhando a resposta.
- Não te consigo recordar, mas de certeza que estará a chegar. Aproveita! Não será todos os dias que me vou casar...
A mesa estava bem animada. Começamos a socializar todos uns com os outros, senti-me uma adolescente, como já sentia falta! Uns copos aqui, outros acolá e estávamos todos super animados. Lembro-me perfeitamente de lhe ver entrar. Ele não tinha mudado nada! Os mesmos caracóis, o mesmo sorriso, o mesmo adolescente que eu tinha conhecido à onze anos atrás.
Subitamente, levantei-me e disse aos convidados que ia à casa de banho. Demorei imenso tempo! Lembro-me de estar encostada à porta da casa de banho e de contar os minutos a passar. Levei exatamente 32 minutos para tentar arranjar uma desculpa minimamente boa para aquela demora. A verdade é que eu estava a tentar escapar dele. Rezava imenso para que o lugar que estava desocupado não fosse dele.
Não podia continuar ali. Tomei uma boa dose de coragem e retomei à mesa.
- Mariana! Há quanto tempo!?
- Olá... - Disse eu um pouco constrangida.
- Quem diria que seria aqui que nos iríamos encontrar....
- Um pouco óbvio, não? É o casamento do teu melhor amigo, seria um pouco idiota da parte dele se não te convidasse.
- Calma! Não sejas tão defensiva. Aproveita. - disse ele tentando acalmar o meu pequeno coração.  - Como tens andado?
- Bem e tu?
- Também. O que tens feito?
- Seguido a minha rotina. Jornal e casa. Alguns concertos aqui, outros ali... Sabes como é...
- Ah... Sei...
Por fim, sentei-me. Toda aquela conversa patética parecia ter demorado uma eternidade! Que me lembre, deixei de falar durante umas boas horas. Limitei-me a observar. Lembro-me de ficar deslumbrada como da primeira vez que nos vimos. Ele continuava com o mesmo jeito encantador. As suas piadas idiotas irritavam todos mas ninguém resistia e davam todos grandes gargalhadas.
O casamento prosseguiu. Cada um escreveu no livro de lembranças dos noivos, comemos, bebemos imenso! E como não poderia deixar de ser... Dançamos.
Acabei por sentir-me um bocado de parte ali. O meu relógio já dizia que eram 1h20 da manhã. Foi por essa hora que eu decidi ir para casa. Qual não foi o meu espanto de chegar lá fora e estar a chover torrencialmente. Estupidez! Tinha deixado o carro em casa pois morava perto.
Comecei a correr... A chuva batia-me com imensa força na minha cara. Só queria chegar a casa e tomar um bom banho. Comecei a ouvir passos e uma voz familiar a gritar por mim. Olhei para trás e , como nos grandes filmes , era ele.
- Mariana! Eu posso deixar-te em casa. Está a chover imenso... Ainda te constipas....
- Não, obrigada. Eu moro aqui perto...
- Eu insisto. Por favor, larga o orgulho e deixa-me levar-te a casa.
Eu cedi. Afinal, o que podia acontecer? Voltei atrás e entrei no carro dele.
- Bom, eu chegava rápido a casa... - Tentei defender o meu orgulho.
- Eu sei que sim. Mas podias ficar doente.
A viagem demorou uma eternidade, mas quando finalmente chegamos agradeci-lhe e disse que tinha gostado imenso de lhe ter voltado a ver.
- Se quiseres, podes entrar... Também estás molhado. Posso ver se tenho algo que consigas vestir...
- Está bem. Eu não incomodo, juro....
Entramos em minha casa... Sentia-me tão segura ali. Parecia que algo estava disposto a acontecer... Segura e feliz... Era como eu me sentia.
- Eu vou procurar qualquer coisa que possas vestir. Podes vir, ou podes ficar na sala...
- Eu vou contigo, se não te importares... - Disse ele ainda embora um pouco reticente.
- Claro...
Procurei em todas as minhas roupas menos femininas e não encontrei nada..
- Hernâni, desculpa. Sabes como é... Agora no trabalho só roupa formal e deitei tudo o resto para o lixo... Desculpa...
- Não tem problema Mariana. Não te preocupes. Bom, vou andando. Tem uma boa noite.
- Espera! Queres beber qualquer coisa? Podemos conversar um pouco...
- Tens café?
- Sim...
Descemos as escadas e eu dirigi-me à cozinha enquanto ele espreitava a casa.
- Não é grandes coisas, mas é minha. É o meu cantinho! Sabes que eu sempre adorei ter algo que pudesse orgulhar-me de dizer que era meu.
- É excelente para uma só pessoa. Mas deves ter outros planos, não? Não deves ficar aqui durante muito mais tempo. Tenho a certeza que não param de te chegar novas propostas de trabalho no estrangeiro.
- Sim... Eu estou a pensar em mudar-me para Madrid. Não é aquilo que eu idealizei mas olha... É o que surgiu.
- Hm, sim...
- O teu café está pronto...
Sentamo-nos na sala. Conversamos sobre as coisas mais ridículas do mundo! Parecíamos os mesmos adolescentes. Mostrei-lhe que depois de tantos anos, depois da faculdade, depois de ter organizado a minha vida toda, tinha finalmente aprendido a tocar guitarra! Cantámos imenso, como dois idiotas...
Acabamos por nos beijar.
- Hernâni... Por favor. Ambos sabemos que isto está errado. Tens a tua vida, eu tenho a minha e eu não quero nada agora...
- Se estivesse errado, ambos não tínhamos tomado o impulso de nos beijar-mos. Bolas, ambos sabemos que gostamos um do outro. Depois de tanto tempo, encontramo-nos no casamento de dois idiotas que não vivem um sem o outro.
- Isso não significa nada. - Afirmei eu com a cabeça baixa.
- Sabes que mais? Tens razão. Tens a tua vida, o teu jornal. Tens tudo aquilo com que sempre sonhaste. Tem uma boa noite... - Levantou-se e abriu a porta de minha casa.
- Sabes muito bem que depois da faculdade eu sempre sonhei ter a vida que tenho.
- Eu sei, por isso estou a ir embora!
- Estúpido! - gritei eu - Deixa-me acabar de falar! Sabes que eu sempre quis essa vida, mas contigo!
- Foste tu que desististe se bem te lembras.
- Por favor... Por favor, eu sei. Pára de bater no ceguinho!
Ele voltou atrás e beijou-me, como nunca o tinha feito. Era o mesmo amor, estava tudo ali.
- Mariana, eu tentei, juro. Eu tentei seguir em frente. Tive algumas relações no decorrer de todos esses anos, mas era contigo que eu queria estar. Eu sempre quis fazer parte dos teus planos.
- Desculpa. - Disse eu baixinho e com imensas lágrimas a rolarem pelo rosto.
- Por favor, não chores agora. - Passou a mão no meu rosto tentando limpar as lágrimas e deu-me outro beijo. - Deixa-me fazer parte da tua vida... Sabes bem que é raro eu dar o braço a torcer, mas eu estou aqui, pedindo-te que me deixes fazer parte da tua vida. Eu amo-te.
Abracei-lhe com imensa força e ele pegou-me ao colo levando-me para o meu quarto. Nessa mesma noite, fizemos amor.
Este foi o primeiro dos muitos dias da nossa vida. Meu amor, são 9h32 da manhã. Dia 13 de Julho de 2027, dia do nosso casamento. Sentei-me no nosso sofá a escrever isto. Para que todos os dias que nos sentirmos levados pela rotina, lermos isto. Para nos lembrarmos o quanto já passamos. Para nos lembrarmos do quanto nos amamos e de que temos todos dias, um futuro  à nossa frente. Um futuro que pertence aos dois.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Depois da vida.

Senti uma enorme paz em mim. Finalmente tinha chegado ao meu destino, era paradisíaco. Subitamente, vi uma cara que não me era estranha.
- Carolina?
- Filipa, és mesmo tu?!
- Oh meu Deus! - abracei-lhe com toda a minha força. - Já não te abraçava desde que...
- Eu sei, eu sei.
- Cresceste imenso! Imaginei que pudéssemos crescer ambas saudáveis lá em baixo! Imaginei que cresceríamos e estaríamos sempre juntas! Cresceste, mas continuas a minha pequenina! - senti-me completa naquele momento.
- Tu também cresceste muito!
Conseguia ver nos olhos dela a felicidade por me estar finalmente a abraçar. Estava vestida de branco, parecia um anjo e continuava linda como da última vez que a abracei.
- Então, cá em cima... Como é que é? - Tentei eu fugir da futilidade das minhas ações.
- Filipa, não comeces a desviar a conversa. Sabes bem que precisamos de falar.
- Sobre quê?
- Tinhas muitas hipóteses de ser uma adolescente completamente normal. Sem ter que depender diretamente da porcaria daquela máquina. Desde quando te tornaste tão egoísta para com os outros e deixaste que eles te perdessem?
- Não é bem assim Carolina. Tu não percebes. Não tiveste que tomar essa decisão.
- Claro que não! Eu tinha três anos, não tinha idade suficiente para tomar decisão nenhuma! Mas agradeço imenso aos pais por me terem dado a oportunidade de pelo menos tentar ter uma vida estável!
- Carolina, mas tu não tiveste uma vida estável. - aumentei o meu tom de voz na tentativa dela perceber o meu ponto de vista - Viveste miseravelmente, ou não te lembras...?
- Não. Não sei do que falas.
- A sério? Deixa-me lembrar-te. Passaste meses no hospital ligada à porcaria de uma máquina, tentando sobreviver todos os dias. Eras tu e a tua vida, numa constante luta. Tudo porquê? Por uma estúpida máquina que te matou!
- Eu lutei. Tu deixaste que a treta da doença te levasse. Nem fizeste um mínimo esforço para continuares com aqueles que te amam.
Nunca pensei que ela tivesse crescido tanto. A última vez que a vi, tinha ela três anos. Uma criança, uma criança inocente. Desde quando se tornou tão adulta?
- Eu não consegui, Carolina. - Senti lágrimas rolarem pelo meu rosto compulsivamente. - Eu não consegui, desculpa. Fui fraca, admito. Não me saías da cabeça! Eu tive medo que pudesse perder a vida e olha... Acabei mesmo por perder!
- Podias ter lutado. Realizado todos os teus sonhos. Podias ter casado com o homem da tua vida! Eu via-te diariamente. Pude observar o quanto ele te fazia feliz e vice-versa. Vocês eram tão felizes! Podiam ter o mundo aos vossos pés.
- Eu estou tão arrependida Carolina!
- Anda, vem comigo.
Segui-a. Descemos várias escadas, pareciam intermináveis! Estava tão cansada... Mas algo me dizia que aquele caminho todo iria valer a pena.
Quando finalmente paramos, pude vê-lo. Dei-lhe um beijo na face e tentei abraçá-lo, mas ele moveu-se.
- Filipa, tu podias estar ali. Vês o desconsolo da alma dele?
- Carolina, por favor... Não me faças arrepender mais.
Ele foi para o seu quarto. Deitou-se e chorou como nunca o tinha visto chorar. Estava tão arrependida. Eu podia estar ali. Podíamos estar a ser os mesmos adolescentes parvos que éramos quando estávamos juntos...
Subi todas as escadas de novo e quando cheguei lá cima só desejei tê-lo comigo. A ele, à minha mãe, à minha irmã.
Desde quando me tornei tão egoísta?

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Brilhante e escuro céu

Eu não estava minimamente bem. Como desculpa de sempre disse que tinha frio, que estava cansada e que precisava dormir. Lancei o mesmo sorriso de sempre na esperança dele não reparar que algo se passava. Fui deitar-me... Sentia o mundo aos meus ombros e precisava de dormir.
- Beatriz? Estás acordada?
- Sim, agora sim... O que se passa?
- Isso pergunto-te eu. Podemos falar um pouco? Já à bastante tempo que não temos uma conversa saudável, daquelas que todos os casais têm...
Eu conseguia ver nos olhos dele que ele queria mesmo estar ali a falar comigo... Que queria ouvir-me, ver-me sorrir.
- O meu dia foi ótimo e o teu?
- Importaste de não ser assim? Estou a tentar ter uma conversa contigo. Por favor, amor. - Suplicou ele.
- Eu estou a ser normal, simplesmente não estou disposta a acordar a meio da noite para ter uma conversa banal.
- Beatriz, não tem que ser uma conversa banal... O que se passa contigo? Connosco? Prometemos estar juntos para sempre... E viver contigo não quer dizer que estejamos juntos. Estarmos juntos é amar-nos como nos amamos desde o início, lembraste?
- Mas eu amo-te - Respondi baixinho.
- Então porquê essa ausência toda, princesa? O que se passa?
- Eu não sei... - Senti lágrimas pelo meu rosto. Eram completamente incontroláveis e constantes.
- Beatriz! Não chores! - Limpou-me as lágrimas como da primeira vez que me viu chorar. Era o mesmo amor, eu podia sentir que ele sentia o mesmo por mim... Podia sentir que ele estava apaixonado por mim como da primeira vez que estivemos juntos.
- Eu estou cansada. A rotina, as mesmas pessoas todos os dias, chegar a casa, fazer o jantar, arrumar a cozinha, trabalhar nos artigos para o jornal... Estou mesmo cansada. Estou a deixar-me levar pelo cansaço e isso está a prejudicar-nos, desculpa!
- Beatriz, somos um só, percebes? É normal que te sintas cansada meu amor. Mas hey... Eu estou aqui. - Levantou-me a cabeça um bocado e abraçou-me com muita força.
- Eu sei, mas... Às vezes sinto que não estamos aqui... Pelo menos não como deveríamos estar. Deveríamos estar unidos e a rotina só nos está a separar. Tenho medo que te sintas cansado de mim e que me largues de um momento para o outro.
- Eu jamais voltaria a fazer isso. Beatriz, foste a melhor coisa que me aconteceu em toda a minha vida. Olha para nós! Lutamos tanto um pelo outro... Foste estudar, não te vi durante quatro anos e nunca desistimos um do outro. Regressaste, arrumamos as nossas coisas e fizemo-nos ao mundo. Arranjamos casa, casamos.... Eu jamais largaria tudo aquilo que construímos... Está muito em jogo. O meu amor por ti está em jogo.
- Mas e se te cansares de mim?
- Beatriz... As estrelas não brilham todos os dias sobre nós. Mas isso não quer dizer que elas não existam. Haverão momentos melhores que outros, mas eu estarei sempre aqui para ti. Como as estrelas. Lá por elas não aparecerem no céu uma noite, não quer dizer que tenham desaparecido para sempre.
Baixei a cabeça. Eu pensei que o meu amor por ele tinha desaparecido como consequência de toda a nossa rotina... Com as palavras dele, eu senti que estava enganada. Em outras circunstâncias eu teria ficado chateada por me ter enganado, mas naquele momento, senti-me a mulher mais feliz do mundo por ter errado ao pensar que já não existia amor. Quando olhei para ele, os olhos dele brilhavam como da primeira vez que me viu. Como daquela vez em que éramos simples putos à espera um do outro. Nessa mesma noite, não adormecemos mais. Não fizemos muito barulho... Ficamos ali, olhando um para o outro, como dois parvos apaixonados. Eu amava-o e continuava a ser a melhor sensação de toda a minha vida.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Duas personagens num só corpo.

- Estás a ser tão idiota. Estás sentada numa cadeira e a escrever este texto com as lágrimas escorrendo pela cara fazendo do teclado uma praia.
- Deixa-me. Não percebes que eu já não sou tu? Já não sou aquela pessoa que esperava que os papás viessem buscar a casa da avó e fossem dar um passeio. Já  não sou aquela pessoa que os trabalhos de casa eram só pintar desenhos.
- Então, é por isso que choras?
- Não. Eu nem sei bem o motivo. Talvez por não me sentir suficientemente valorizada, talvez por sentir que o meu trabalho não é recompensado de maneira nenhuma.
- De que falas?
- De que falo? Não vês? Estás sempre dentro de mim e não vês que o teu lado criança não consegue sair? Estou presa, Mariana! Estou presa dentro de mim mesma. Todas estas linhas que desenham o meu rosto, dizem-te quem eu sou. E alguém se importa com isso? Não! Está tudo preocupado com as faltas, com os namoros em que o namorado ameaça a rapariga, está tudo preocupado com a sua vida tão individualista que se esquecem de que há alguém que está sempre aqui.
- E porque me dizes isso? Estou dentro de ti, não vou resolver nada. Desabafa com os teus amigos.
- Amigos, sim.. Hm. Parabéns. Fizeste-me rir! Os meus amigos deram férias... Alguns começaram a namorar, outros preferem-me quando precisam de ir à praia porque não tem companhia. Eu não gosto muito de desabafar. Não sei com quem posso contar... Talvez porque esteja cansada... Já não aguento o meu próprio corpo nem o turbilhão de pensamentos que aqui vai.
- Grita!
- Estou gritando, em silêncio. Mas ninguém me ouve. Antes, costumavam ouvir.
- Porquê essa depressão toda agora?
- Há alguém que foge do risco muito facilmente. Que falta, que perde o ano por faltas, que cede a ameaças do namorado, que prefere destruir a sua vida. Há alguém por quem eu me apaixonei perdidamente e estou completamente farta. Podes ajudar-me?
- Eu não ajudo idiotas como tu. Idiotas que preferem deitar-se na cama a chorar. Idiotas que olham para o céu e dizem '' Ok, podes levar-me porque isto já foi demais. ''. Eu não ajudo idiotas que fazem tudo pelos outros. Eu não te ajudo. Lixa-te sozinha!
- Mas Mariana, estamos juntas nisto. Quando eu era criança costumava a ser tão pura, tão genuína.
- Mariana, tu cresceste.
- Estamos a ir ao fundo e não fazes nada!
- Estamos a ir ao fundo porque queres, sua estúpida! Levanta-te dessa cadeira, faz algo de bom para ti, pára com tudo isso! Limpa-me essas lágrimas, sua criança. Cresce mais rápido. O mundo, a tua vida exige isso de ti!
- Estou cansada...
- Estás sempre cansada. O pai têm razão ao dizer que nunca fazes nada de jeito. Só cometes erros e já nem há alguém capaz de arriscar em amar-te. Sabes porquê? És uma estúpida, egocêntrica, uma miss possessiva. Desliga!
- Por favor, pára.
- Parar? Eu paro. Mas só porque estás no estado em que estás. Estúpida. Não vales nada!



sábado, 17 de maio de 2014

O Amor Troikano

Pus-me a ler um texto numa aula de literatura que tinha como tema o amor trovadoresco. Incrível como os trovadores davam a vida pela sua amada e colocavam-na acima de todas as coisas. Quando caí em mim, estava sentada numa varanda olhando para o nada, fazendo uma comparação entre o que era o amor naquela altura e o que realmente é na atualidade.
As pessoas correm na rua, telemóveis junto ao ouvido, automóveis a passar, uma estrada num único sentido e ninguém se cruza. Vivem amarguradas com as dívidas que criaram enquanto casal e descarregam naquele que viria a ser o amor das suas vidas. Acendem a televisão e, sem diálogo, ouvem atentamente novidades sobre a crise. Acabam por casar-se com a Troika sem se aperceberem, deixando o suposto companheiro a dormir no sofá com a dívida da casa, do carro, do plasma e do tablet do filho. Muitos casamentos acabam afogados em dívidas, mal sabe o casal que acabará na fila do desemprego afogando-se ainda mais na crise de um sítio chamado portugal, ao qual designam de '' País ''.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Nada fora do comum.

Já era habitual eu querer dormir imenso, passar os dias na cama, não gostar de falar muito e estar sempre atenta ao que se passava à minha volta. Era habitual eu querer estar sozinha, refugiar-me no meu quarto e tentar colocar a música mais alta do que os meus problemas. A verdade, é que esses problemas, ultrapassavam tudo e todos e faziam-me descer à realidade. Tudo isto era normal...
Nada fora do comum era eu tentar encontrar a minha felicidade nas outras pessoas. Quantas e quantas vezes eu ajudei pessoas quando o meu mundo estava a desabar? Quando as minhas paredes estavam a ruir e eu estava completamente sozinha, num quarto com a música no máximo? Muitas vezes... Ao longo do tempo, deixei-me disso. Tentei ser eu mesma e evitar ouvir os comentários dos outros. Havia quem me chamasse de egoísta ou até mesmo egocêntrica... Não foi fácil. Foram muitas vezes em que dizia '' Não quero saber, fica assim. '' e voltava atrás a corrigir o meu erro. Eu andava cansada, mas sorria... Uma máscara, talvez, durante anos.
Incrível como a chegada de alguém pode mudar completamente tudo. Incrível como a tua chegada mudou tudo. Então sempre é verdade quando se diz que ficamos mais idiotas quando nos apaixonamos...! Parece que nos encontramos em plena Primavera, onde tudo está a florir, os pássaros aparecem do nada e começam a cantar... Faz tão bem à alma! Quase como uma lavagem espiritual. Então se amar alguém é um estado de Primavera, digamos assim, eu encontro-me em pleno PrimaVerno. Uma mistura de '' eu amo-te, quero que fiques e que desligues essa cabeça oca do teu orgulho. '' com '' És estúpido ou quê? Não vês o que estou a fazer? '' ... PrimaVerno, sim... O estado perfeito para me descrever. Pareço aquelas pessoas com gripe que não se levantam da cama o dia todo... Que num momento têm frio, no outro estão a morrer de calor. E amar-te é isto mesmo... É querer ter-te por perto e ao mesmo tempo bater-te. É querer estar abraçada a ti e ao mesmo tempo querer-te longe.
Amar-te é talvez das coisas mais loucas que já fiz na vida! Eu nunca tive muito espírito de alinhar numa ida até ao Pólo Norte, por exemplo. Mas, contrariamente, amo-te... E este sentimento é tão bipolar que nem eu me percebo!
Eu quero-te aqui, comigo. São 1h23 e tenho frio... Importaste de me vir aquecer? De me vir abraçar só como tu sabes?... Importaste de não seres contra aquilo que sentes? Contra aquilo que queres? Por favor! Eu pensei que amar era querer vermos a pessoa que amamos feliz, mas pelos vistos enganei-me, não foi?
Não é nada fora do comum eu dizer-te tudo aquilo que está aqui escrito. Não é fora do comum eu escrever-te estes textos... São neles que consigo aliviar esta dor inconstante que está cá dentro. Sabes o que é que podia ser fora do comum? Deixares o teu orgulho e sermos felizes... Desligados de todo o mundo, desligados de todos os comentários extrínsecos. Sei o que estás a pensar... '' Larga de ser idiota, Mariana! Vai embora... Desiste. Estás melhor sem mim, por favor! '' ... Eu sei o que é o melhor para mim... És tu. E se eu não te amasse tanto, não estaria aqui a escrever estes textos, dizendo que não vou desistir... Nem que as paredes do meu quarto comecem a ruir, nem que a minha almofada fique encharcada de tantas lágrimas, nem que os meus pensamentos ataquem a minha música. Eu não vou desistir... Só porque te amo... Só porque és '' o tal '' que tantas andam à procura... Só porque não podemos ficar assim.
Amo-te.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Nove meses.

Incrível como uma noite de tédio pode mudar a vida de uma pessoa para sempre. São nessas noites em que o relógio pára, que estamos mais dispostos a fazer novas amizades, novos amigos. Esta, é a história de alguém que em Agosto, numa noite em que o relógio parou, conheceu outro alguém que mudou a sua vida para sempre.
O facebook... Ah, o famoso facebook que é um intermédio de novas amizades. Devia rondar as 3h da manhã, se não me engano. Estava calor. Lembro-me porque estava deitada no chão da sala, com o computador em cima das pernas. Foi  nessa mesma noite em que o teu simples '' Hey! :) '', mudou-me a vida. Admito que ao princípio, nem estava à espera que passasse de uma amizade de, sei lá, 3 semanas? Talvez. A verdade é que esta amizade de 3 semanas prolongou-se e não sei quanto mais tempo se vai prolongar.
Conhecemo-nos... Um bom dia aqui, um adoro-te acolá, uns risos estúpidos olhando para a treta do telemóvel... Enfim, senti-me infetada. Parece que aquele cupido (seja lá como se chama) que vemos nos filmes, atingiu-me com a sua seta. Era amor. E eu não o negava. As férias chegariam ao fim em breve, e o meu medo era que com o fim delas, tudo se acabasse entre nós. Não é que tivéssemos algo, porque não tínhamos, mas sempre foste indeciso, talvez inseguro e sempre procuraste pela tua liberdade, por outro lado, eu sempre a fui a pessimista, duas vezes mais insegura que tu. Talvez seja aí, que o tão ditado popular se adequa, os opostos atraem-se.
Passadas umas semanas, talvez uns meses pude abraçar-te. Não sei se te lembras, mas foi numa terça feira. Estava eufórica. Lembro-me porque demorei quase 1h a chegar perto de ti... Tinha medo que algo falhasse, que eu fizesse algo incorreto, que não dissesse nada de jeito, como tem acontecido. Abraçaste-me e o meu mundo parou... Nem podia acreditar que tinha esperado desde Agosto para aquilo. Nem conseguia imaginar que um dia aquilo iria acontecer... Tomavas conta de todo o meu corpo. Eu agia por ti, e só por ti. Beijaste-me, foste tu, não sei se te lembras. O meu coração e a minha cabeça entraram em sintonia e só gritavam: '' Caraças, finalmente! '' ... Ficamos ali mais de 2h, acho eu... Foste tu que me perguntaste se eu queria ser tua. Foste tu que deste esse passo. Um passo em vão, não?
Enfim... Umas desavenças aqui, outras ali... Uma constante guerra entre aquilo que sentia, e aquilo que seria melhor para mim. Incrível o que o amor faz às pessoas, mas mais incrível ainda é aquilo que as pessoas fazem por amor. E olha... Estou aqui sentada nesta cadeira, em frente a um ecrã de computador, escrevendo este texto. Só para que saibas o quanto te amo, o quanto desejo que estejas aqui comigo. Faz hoje 4 meses que deixamos de ser quem éramos. Deixamos de ser um só para sermos duas pessoas separadas que evitam falar disto... Ainda não percebi porquê, mas assim é. Eu não te quero pressionar. Não quero que sintas que tens que fazer algo, só para me agradar ou para me fazer feliz... A verdade é que só queria um '' Não desistas de mim... '' ou um '' Não dá, desculpa. Segue em frente. ''... Sinto que estou a fazer tudo em vão. Já é a terceira vez que o faço e com isso só quero que sintas o quanto és importante para mim, o quanto te amo. Porque amar é isso mesmo... É querer ver a pessoa que amamos feliz, seja connosco, com outra pessoa, ou à procura da sua liberdade. Mas a liberdade, é só um estado de espírito.
E mais uma vez, amo-te. Por todas estas palavras aqui escritas, pelo nosso primeiro abraço, pelo nosso primeiro beijo... Só porque és tu.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Presença persistente.

Não a nível físico, porque não estás aqui. Não me tocas, não me abraças, não me proteges. Não a nível físico, mas a nível emocional... És uma constante presença persistente que insiste em ficar todas horas, todos os minutos, todos os segundos. Não me abraças fisicamente, mas se eu fechar os olhos e sem ser com muita força, consigo relembrar-me da última vez que me abraçaste. Da última vez que disseste que me amavas, que me beijaste, da última vez que disseste que eu era diferente. És uma presença persistente em todos os meus caminhos... Quando eu estou sozinha, não encontrando a solução, estás ali. Não te chamaria de anjo, porque não o és. Chamar-te-ia de chato, idiota, tolo... Sim, talvez. Alguém completamente bipolar... Num segundo ótimo, bem disposto, no outro irónico e seco.
Mas eu não te culpo. Não tens a culpa de lidar, diariamente, com alguém chato e estúpido que não percebe que é tempo de pegar nas malas e ir embora... Imagino isso como uma estação de comboios, talvez... Talvez o meu próximo comboio tenha-se atrasado e eu esteja à espera em vão. Ou talvez não... Talvez tenha de continuar nesta paragem batendo com a cabeça sempre no mesmo comboio até ferir gravemente. Estou cansada... Não é que tenha sono. Simplesmente não sei o que estou a escrever.
PS: Desculpa. Foi o meu pior.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Confissões de uma idiota apaixonada.

Hey idiota! Eu sei que estás a ler isto, lês sempre. Quero que saibas que tudo aquilo que irei dizer aqui é para ti, aliás.. Todos os meus textos aqui escritos são para ti ( não sei se já te deste conta ).
Eu não te quero ocupar muito tempo. Só te queria dizer que apesar de tudo ainda te amo. Ainda amo os teus olhos, o teu cabelo, o teu sorriso, as tuas mãos, o teu corpo, ainda te amo a ti. Isso basta? Provavelmente não. A esta hora estarás a perguntar: '' Mas depois de tudo, ainda estás a dizer que me amas? Mas então tudo aquilo que veio depois não mexeu contigo? '' ... Sim, eu continuo a mesma idiota de sempre. Mas eu continuo a querer-te comigo. Continuo a desejar-te nas noites mais frias, nos dias mais longos, no dia em que o sol se mete entre as nuvens e eu me sinto completamente sozinha. Tenho saudades de quando sorria ao ver-te, de saber que estavas ali ao meu lado e que contigo estava segura. És tu, sempre serás tu.
Mas porquê? Porque é que me destróis sempre que estamos numa fase mais alta? Porque é que me fazes acreditar que está tudo bem quando, na realidade, está tudo a desfazer-se entre os meus dedos como areia e eu não posso fazer nada? Eu só te quero aqui. A meu lado, abraçado a mim... Só quero poder realizar todos os meus sonhos a teu lado, porque o principal és tu... O resto, é secundário e desde que esteja contigo eu sei que estarei feliz. Em Itália, num apartamento, numa cave, debaixo da ponte... É contigo que o meu mundo melhora depois de uma longa batalha.. É contigo que fica tudo bem...!
Eu amo-te a ti e só a ti.

domingo, 30 de março de 2014

Sonhos de uma idiota

Estava frio. Acabei por me envolver com toda aquela noite escura e com aquele vento que conseguia mexer cada milímetro do meu cabelo. Sentei-me cansada num beco que, pelo que me lembro, não tinha saída. No final de contas, aquele beco significava a minha própria vida... Estava de rastos, cansada e completamente inundada por todas as lágrimas que percorriam o meu rosto. O chão acabou por molhar-se, curiosamente, não da chuva, mas de todas as mágoas e de todas as recordações que eu trazia dentro do meu coração. Já não era aquele coração de quem amou alguém, de quem se apaixonou. Era um simples coração... Com artérias, e milagrosamente, sangue a bombardear por todo o corpo. Será que aquele sangue ainda representava toda a minha esperança? Tudo aquilo que me restava? A verdade é que nem eu sabia. Estava cansada, fraca e só me apetecia adormecer ali mesmo.
Ouvi do outro lado da rua alguém a chamar por mim. Parecia longe, mas acabou por chegar perto de mim, tocar-me e dizer: - '' Rita? '' - abri os olhos, carregados de tanta amargura e subitamente, levantei-me...
- '' Martim... '' - disse eu tão parva, ainda não acreditando que ele estava ali.
- '' A noite está fria. Que fazes aqui neste beco sozinha? '' - perguntou ele como se lhe interessasse alguma coisa.
- '' Eu posso já não ter o direito de te querer para mim, de te amar, de te abraçar... Mas ainda tenho o direito de estar comigo mesma. Só eu... Por favor, respeita isso. ''
- '' Mas eu não te vou deixar sozinha! Não aqui... '' - disse ele com o seu ar indignado.
- '' Bom, a verdade é que também disseste que nunca me irias deixar. Que seríamos nós, sempre. Que construiríamos o nosso futuro, a nossa casa... Que pintaríamos a nossa casa juntos e acabaríamos por adormecer lado a lado ainda cheios de tinta. Tu disseste isso tudo. Disseste também que nunca irias desistir de mim. Que me apoiarias, que me irias suportar mesmo quando eu te chamasse de idiota e te dissesse que nunca fazias nada de jeito... Mas abandonaste-me... E agora vens com esse ar de vítima dizer que não me deixarás sozinha? Fica-te mal! '' - a partir daquele momento, senti-me aliviada. Tinha dito tudo aquilo que o meu pequeno coração sentia... E ele sentou-se... Como se estivesse disposto a ouvir tudo aquilo que eu sentia...
- '' Bom, já que tens tempo... Eu continuo! '' - estava pronta para colocar todas as minhas dúvidas. - '' Foi fácil? Dizeres que me amavas, que nunca me trocarias, que estarias sempre lá para mim? Foi fácil fingires todo aquele papel e depois trocares-me por uma qualquer? Espero que sim, porque eu nunca te quis dificultar a vida de maneira nenhuma! Nunca quis que te sentisses preso a mim, nem que deixasses de sair com quem bem entendias! Eu tentei ser a melhor. Esforcei-me para adequar-me a tudo aquilo que mais gostavas de fazer. E em troca, trocas-me por outra. Até tem piada! Mas a culpa talvez seja minha. Eu esforcei-me tanto que acabei por me esquecer de quem eu era realmente. Mas eu não te coloco as culpas em cima... São minhas. Por ser tão idiota e tão estúpida ao ponto de não perceber que me estava a perder a mim mesma. ''
- '' Rita, desculpa! Fui o maior idiota do mundo! Eu admito isso! E estou tão arrependido... Se eu pudesse voltar atrás e voltar a ter-te comigo... Nas noites mais longas e frias, nos dias mais difíceis de acordar... Rita, eu dar-te-ia o mundo! Por favor, perdoa-me... ''
- '' Estou cansada... Cansada de ser trocada, magoada e posta de parte... ''
- '' Mas tu és o meu mundo... '' - e desatou a chorar.
- '' Eu sou o meu próprio mundo. O mundo que jamais alguém irá compreender... O mundo que ninguém se enquadra... ''
- '' Os puzzles não se fazem com peças iguais... Muito pelo contrário... São as peças diferentes que se encaixam uma nas outras. Nós somos diferentes, mas é isso que nos faz tão especiais... Nós completamo-nos um ao outro! Por favor. dá-me só essa segunda oportunidade. Eu prometo que tentarei ser aquele que tanto mereces... Que tanto desejas e anseias... Só preciso de ti para ser essa pessoa. ''
- '' Martim... '' - levantei a cabeça...
- '' Por favor, Rita. '' , suplicou.
Eu contive-me. Tentei fazer-me de difícil... Queria ver até que ponto ainda era importante para ele... Até que ele levanta-me a cabeça, beija-me e abraça-me... - '' Só preciso de ti para ser melhor... '' - repetiu.
Eu amava-o demais para o deixar escapar. Lembro-me desse dia como se fosse hoje. Foi o segundo melhor dia da minha vida... O primeiro, foi o dia em que ele me trouxe ao colo para o nosso quarto, vestida de noiva.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Diário da vossa ausência (Parte 1)

E então despedimo-nos. Senti algo avassalador em mim... Uma espécie de tsunami que me lavava em lágrimas e me derrubava a cada pensamento, a cada passo. Olhei para trás, sentindo esperança que ela olhasse para mim, mas ela não o fez. Continuou o seu caminho firme, como se nada fosse capaz de a deitar abaixo. Já sem força, sentei-me à beira da estrada... Parecia chover. Estava completamente encharcada, e o chão também. Todas aquelas lágrimas eram tudo aquilo que vivemos durante 5 anos. As nossas saídas à noite, os nossos acampamentos, as nossas viagens, os nossos desabafos, as nossas palavras mais marcantes... Perdi a minha melhor amiga, e na semana anterior o meu namorado... Aquele que dizia que era para sempre e que íriamos construir a nossa vida lado a lado. Sim, as duas pessoas que melhor me faziam esboçar um sorriso, deixaram-me e eu, encontrava-me perdida, na verdade. Sentia-me o ser mais pequeno do mundo, e só queria ser levada dali para um sítio em que alguém me pudesse proteger, amar, estar ali comigo. Sentia-me sozinha...
Levantei-me e percorri um longo caminho até casa. Talvez tenha sido aí que me apercebi que estava completamente sozinha, sem ninguém com quem contar. Os meus pais estavam longe e eu não os queria preocupar com uma simples crise de adolescência... A verdade é que o facto de ter o oceano Atlântico a separar-me deles, também era mais um motivo para aquela chuva de lágrimas que se apoderou de mim todo o dia. Estava fraca, nostálgica, com saudades de casa...
Talvez tenham sido efeitos da faculdade. Talvez a fama e a popularidade se apodere das pessoas... Talvez toda essa fama e popularidade sejam mais importante do que eu mesma...
Foram tempos difíceis... Estava completamente perdida e já nem sabia como conciliar o curso de jornalismo com as atuações... Mas eu não podia ligar aos meus pais. Era o meu trabalho. Eu tinha de cantar para ganhar sustento... Tinha de me arranjar, sozinha. Estava sem cabeça nem para o curso, nem para os ensaios... Mas mesmo assim, continuei.
Parece que quando não temos as pessoas de que mais gostamos ao nosso lado, a nossa rotina torna-se mais repetitiva. Escola, ensaio, casa... Escola, ensaio, casa...'' Como é que é possível perder duas pessoas em menos de duas semanas? Sou assim tão ignorante? Insignificante? '' , e estas eram as perguntas que me bombardeavam a cabeça no meu caminho para casa. Sentia falta de um beijo, de um abraço, de um amo-te... Até tinha saudades de receber uma mensagem no meu telemóvel, nem que fosse só um '' adeus. '' ... As pessoas chegam à nossa vida, ensinam-nos a amá-las, mas não ensinam-nos a perdê-las. Sentia-me engolida pelo mundo, e essa ideia assustava-me cada vez mais...

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Sexta Carta, e última ( 15 Janeiro 2014 ) ~ 15/365

Sabes que ao escrever estas cartas, o meu intuito era transmitir aquilo que sinto? Então, sabes que mais... Amo-te. Mas eu já nem quero saber disso. Sim, pela primeira vez, desisto. Estou cansada. Cansada de lutar por quem diz que sente e que só ilude.Cansada de receber um abraço e depois ser completamente apunhalada. Já não era amor, era uma obrigação. Era uma obrigação na medida em que: '' Coitada, ela está a lutar tanto por mim, vamos ficar juntos uns dias e depois acabamos. ''. Mas eu já nem quero saber. Com quem andas, onde andas, o que fazes, com quem fazes. Estou cansada demais de ser sempre eu a mostrar tudo e não receber nada em troca. Cansada de lutar contra tudo e contra todos e depois ficar entre a espada e a parede. Não quero saber mais, percebes? Não quero saber nem de Itália, nem de todos os nossos sonhos... Ou devo dizer, meus sonhos? Sim, eram meus... São meus! Mas a vida é feita de escolhas, e nós escolhemos quem queremos para a nossa vida. Escolhemos quem queremos que nos apoie, quem queremos que esteja a caminhar ao nosso lado, a levantar-nos... 
E eu queria-te. Talvez ainda te queira, mas a única coisa que eu retiro de toda esta história é experiência. Amadureci e isto tudo devo-te a ti, obrigada. Fui mesmo ingênua, idiota, tola, parva, completamente cega. Enfim... Já dizia Luís de Camões '' Amor é fogo que arde sem se ver. '' ... A verdade é que apesar de tudo isto, de todos os fingimentos, de todos os '' amo-te ''s, eu encontro-me no chão. Como um simples tapete, em que todos passam por cima, mas sabes que mais? Eu vou levantar-me. Começar do zero. Novos planos, novas ambições... Não por agora. Preciso de descansar, tirar umas férias, estar sozinha, só assim me conseguirei reconstituir. Mas eu amo-te, e é por isso que eu me considero a maior idiota do mundo. 
Obrigada por toda a experiência que me proporcionaste.
Sê feliz.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

FRIO

Sei que este frio que me preenche completamente não é aquele que costumo sentir. Sei que vai muito mais além de um valor meteorológico, muito mais além de um vento a soprar no meu cabelo. Este frio, é tudo aquilo que eu perdi. Todas as pessoas pelas quais não lutei suficientemente, são todas as pessoas pelas quais eu sinto saudades... Sei que este frio que preenche a minha alma, e que todas as lágrimas que caem em cima deste teclado agora, são minha culpa. Talvez por não ter dado valor suficiente, talvez por não ter amadurecido o suficiente... Apenas, talvez. Porque neste preciso momento, estou sem certezas. Está escuro demais... Estamos em pleno inverno, e temos a ideia em que o inverno é aquela estação do ano em que aquecemo-nos junto de uma lareira. TRETAS. O inverno, representa tudo aquilo que eu sinto. Sinto-me rodeada por uma escuridão enorme, e sinceramente... Nem vejo a cor de uma lareira acesa tentando-me dizer: '' Eu estou aqui, estás segura! ''.
E quando o fogo arder, eu sei que estará na minha hora de me agarrar a ele. Fazer parte de todo aquele calor, fazer parte daquilo. Viver intensamente, ser eu. Não vejo nada, mas eu sei que um dia (mais cedo ou mais tarde), eu irei fazer a diferença. Ser mesmo importante, sentir-me importante, integrada. Só estou cansada e só quero descansar. Será que este jogo dá para desligar por uns dias?

sábado, 11 de janeiro de 2014

Quinta Carta ( 11 de Janeiro de 2014 ) ~ 11/365

Incrível como uma pessoa tem a capacidade de nos fazer sorrir com um simples '' olá '' , com um simples sorriso, com um simples abraço. Mais incrível ainda, é quando essa mesma pessoa nos abraça e faz com que nós nos sentíssemos bem longe daquele mundo, o que é um aspeto super positivo, claro. Sob o meu ponto de vista, acho que sempre foi muito importante fazer com que outra pessoa qualquer no mundo se sentisse amada. Palavras simples como '' eu estou aqui meu amor, estamos nisto juntos. '' ou então um simples '' amo-te '' , podem mudar o dia de qualquer pessoa... Uma só palavra pode fazer a diferença, efetivamente.
E eu tinha saudades. De te abraçar, de estar ao teu lado, de te beijar, de olhar-te nos olhos... De sentir que quando estou contigo não há mais ninguém à nossa volta, que somos só nós. São nesses pequenos momentos em que eu me sinto a pessoa mais amada de todo o mundo, e em que eu penso '' caramba! nunca senti isto por ninguém! '' ... Só te peço, a ti e a todas as outras pessoas que lêem isto... Se isto for um sonho,  não me acordem. Porque eu quero vivê-lo para sempre. Quero ser a rapariga que acorda todos os dias de manhã com uma sms de bom dia a dizer: '' bom dia princesa, amo-te muito '', ou então, adormecer todos os dias com uma mensagem de boa noite... Quero ser aquela que irá a Itália com o seu príncipe, que acordará a meio da noite com alguém a chorar por fome, que realizará todos os seus sonhos porque sabe que com o seu príncipe tudo será possível.
Isto tudo parece meio infantil e típico de conto de fadas... A verdade é que eu estou feliz. Estou apaixonada, e quando o ser humano se apaixona, torna-se a pessoa mais idiota do mundo. Chama-me idiota, parva, tola, mas não te esqueças que serei sempre tua. Só porque me completas, só porque me tornas a pessoa mais feliz do mundo a cada segundo que passa. Só quero ser feliz contigo seja onde for. Em Itália, no Afeganistão... debaixo de uma ponte, onde quiserem! Sei que contigo valerá a pena, porque nos compreendemos, porque te amo, só porque sim.
Amo-te de todas as formas e feitios possíveis.
Beijos.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Quarta Carta ( 7 Janeiro 2014 ) ~ 7/365

Olá meu amor. Antes de mais nada, queria pedir desculpa por andar ausente da escrita, destas cartas que tanto refletem aquilo que eu sinto. A escola ainda agora (re)começou e não ajuda em nada...
Bom, hoje está imenso frio e esse frio vem da mínima ponta do meu cabelo e alastra-se por todo o meu corpo, fazendo com que eu própria me sinta um pequeno cubo de gelo, concentrando em mim todo o frio do mundo.
A verdade é que esse frio não passa de um mínimo (literalmente) nível meteorológico porque tu aqueces-me. Fazes-me sentir como se eu estivesse em pleno tempo de verão mesmo estando no inverno. Aqueces-me porque me fazes sorrir por cada asneira que dizes, por cada amo-te que soletras e pela melhor curva que se encontra no teu corpo - o teu sorriso.
Sei lá, és como um pequeno espelho em que todas as tuas tristezas, todas as tuas alegrias estão refletidas em mim... só porque te amo, só porque te quero feliz, só porque sinto o que sentes.
Tenho saudades tuas, do teu cheiro, do teu cabelo, do teu beijo e do teu abraço que me conforta tanto depois de um grande dia.
Amo-te pelos motivos mais banais do mundo, amo-te só porque sim.
Beijos.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Terceira Carta (3 Janeiro de 2014) ~ 3/365

Eu estou aqui meu amor, e prometo que independentemente de tudo aquilo que já ultrapassamos e lutamos, estamos nisto como nunca antes estivemos. Iremos realizar todos os nossos sonhos, juntos. Iremos discutir, eu vou dizer que te odeio, vou dizer que me desiludiste, é verdade... Mas eu sou tua. E iremos vencer barreiras que nunca foram vencidas antes. Vamos apoiar-nos mutuamente e ser felizes. Vamos ajudar-nos um ao outro, vamos aturar-nos um ao outro, vamos rir-nos das nossas figuras parvas, mas vamos fazê-lo juntos. Vamos planear viagens, nós sozinhos ou com os nossos amigos... Quem sabe? Desde que esteja contigo, será perfeito. Planear grandes festas, sair... Não vamos perder a nossa liberdade, não vamos ser daqueles casais que se sufocam e fartam-se um do outro. Vamos ser diferentes. Diferente é melhor, certo? E no final do dia, quando o sol se for embora... Nós estaremos ali um para o outro. Ou para sairmos novamente, ou para vermos um filme... Ou então, para estarmos ali na nossa cama, juntinhos, abraçados um ao outro. Quem sabe um dia mais à frente, não estaremos nós a dizer: - '' Amor, está na tua vez. Levanta-te e vai dar-lhe de comer. ''. Quem sabe se não estaremos em Itália, ou em qualquer outra parte do mundo... Lutando a cada dia que passa pela nossa felicidade, atingindo metas nunca antes alcançadas. Mas estaremos juntos, e nada, por mais forte que seja, nos derrubará.
Vão haver momentos em que um de nós vai estar mais frágil ou até mesmo cansado, aquele momento em que um de nós, provavelmente dirá: '' Eu não te mereço. Mereces melhor, mereces alguém que te faça feliz. '', e vai ser nesse momento em que um abraço ou um simples ' eu não quero mais ninguém, quero-te a ti. '' poderá mudar tudo.
Estamos dentro de um filme, do nosso próprio filme. O filme ao qual chamamos '' vida ''... E ensinaram-me a agarrar-me a tudo aquilo que me faz realmente feliz. Por favor, não me deixes nunca mais. É contigo que vivo os melhores momentos da minha vida. É contigo que eu passo as tardes mais idiotas da minha vida. É contigo que eu consigo ser eu mesma e, mesmo assim, sorrir.
Obrigada por tudo aquilo que me proporcionas, obrigada por seres quem és e por cada sorriso teu. Obrigada por me compreenderes, ouvires-me e estares sempre lá para me ralhar ou então, simplesmente, dar-me a razão. Somos muito mais que meros namorados, e nós sabemos bem disso. Discutimos como irmãos, protegemo-nos como marido e mulher. E eu amo-te. Amo-te pelos motivos mais banais do mundo, amo-te por seres tu e por só te querer a ti.
És tu, e sempre serás tu. Só porque sim, só porque te amo.
Beijos.