quinta-feira, 17 de abril de 2014

Nada fora do comum.

Já era habitual eu querer dormir imenso, passar os dias na cama, não gostar de falar muito e estar sempre atenta ao que se passava à minha volta. Era habitual eu querer estar sozinha, refugiar-me no meu quarto e tentar colocar a música mais alta do que os meus problemas. A verdade, é que esses problemas, ultrapassavam tudo e todos e faziam-me descer à realidade. Tudo isto era normal...
Nada fora do comum era eu tentar encontrar a minha felicidade nas outras pessoas. Quantas e quantas vezes eu ajudei pessoas quando o meu mundo estava a desabar? Quando as minhas paredes estavam a ruir e eu estava completamente sozinha, num quarto com a música no máximo? Muitas vezes... Ao longo do tempo, deixei-me disso. Tentei ser eu mesma e evitar ouvir os comentários dos outros. Havia quem me chamasse de egoísta ou até mesmo egocêntrica... Não foi fácil. Foram muitas vezes em que dizia '' Não quero saber, fica assim. '' e voltava atrás a corrigir o meu erro. Eu andava cansada, mas sorria... Uma máscara, talvez, durante anos.
Incrível como a chegada de alguém pode mudar completamente tudo. Incrível como a tua chegada mudou tudo. Então sempre é verdade quando se diz que ficamos mais idiotas quando nos apaixonamos...! Parece que nos encontramos em plena Primavera, onde tudo está a florir, os pássaros aparecem do nada e começam a cantar... Faz tão bem à alma! Quase como uma lavagem espiritual. Então se amar alguém é um estado de Primavera, digamos assim, eu encontro-me em pleno PrimaVerno. Uma mistura de '' eu amo-te, quero que fiques e que desligues essa cabeça oca do teu orgulho. '' com '' És estúpido ou quê? Não vês o que estou a fazer? '' ... PrimaVerno, sim... O estado perfeito para me descrever. Pareço aquelas pessoas com gripe que não se levantam da cama o dia todo... Que num momento têm frio, no outro estão a morrer de calor. E amar-te é isto mesmo... É querer ter-te por perto e ao mesmo tempo bater-te. É querer estar abraçada a ti e ao mesmo tempo querer-te longe.
Amar-te é talvez das coisas mais loucas que já fiz na vida! Eu nunca tive muito espírito de alinhar numa ida até ao Pólo Norte, por exemplo. Mas, contrariamente, amo-te... E este sentimento é tão bipolar que nem eu me percebo!
Eu quero-te aqui, comigo. São 1h23 e tenho frio... Importaste de me vir aquecer? De me vir abraçar só como tu sabes?... Importaste de não seres contra aquilo que sentes? Contra aquilo que queres? Por favor! Eu pensei que amar era querer vermos a pessoa que amamos feliz, mas pelos vistos enganei-me, não foi?
Não é nada fora do comum eu dizer-te tudo aquilo que está aqui escrito. Não é fora do comum eu escrever-te estes textos... São neles que consigo aliviar esta dor inconstante que está cá dentro. Sabes o que é que podia ser fora do comum? Deixares o teu orgulho e sermos felizes... Desligados de todo o mundo, desligados de todos os comentários extrínsecos. Sei o que estás a pensar... '' Larga de ser idiota, Mariana! Vai embora... Desiste. Estás melhor sem mim, por favor! '' ... Eu sei o que é o melhor para mim... És tu. E se eu não te amasse tanto, não estaria aqui a escrever estes textos, dizendo que não vou desistir... Nem que as paredes do meu quarto comecem a ruir, nem que a minha almofada fique encharcada de tantas lágrimas, nem que os meus pensamentos ataquem a minha música. Eu não vou desistir... Só porque te amo... Só porque és '' o tal '' que tantas andam à procura... Só porque não podemos ficar assim.
Amo-te.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Nove meses.

Incrível como uma noite de tédio pode mudar a vida de uma pessoa para sempre. São nessas noites em que o relógio pára, que estamos mais dispostos a fazer novas amizades, novos amigos. Esta, é a história de alguém que em Agosto, numa noite em que o relógio parou, conheceu outro alguém que mudou a sua vida para sempre.
O facebook... Ah, o famoso facebook que é um intermédio de novas amizades. Devia rondar as 3h da manhã, se não me engano. Estava calor. Lembro-me porque estava deitada no chão da sala, com o computador em cima das pernas. Foi  nessa mesma noite em que o teu simples '' Hey! :) '', mudou-me a vida. Admito que ao princípio, nem estava à espera que passasse de uma amizade de, sei lá, 3 semanas? Talvez. A verdade é que esta amizade de 3 semanas prolongou-se e não sei quanto mais tempo se vai prolongar.
Conhecemo-nos... Um bom dia aqui, um adoro-te acolá, uns risos estúpidos olhando para a treta do telemóvel... Enfim, senti-me infetada. Parece que aquele cupido (seja lá como se chama) que vemos nos filmes, atingiu-me com a sua seta. Era amor. E eu não o negava. As férias chegariam ao fim em breve, e o meu medo era que com o fim delas, tudo se acabasse entre nós. Não é que tivéssemos algo, porque não tínhamos, mas sempre foste indeciso, talvez inseguro e sempre procuraste pela tua liberdade, por outro lado, eu sempre a fui a pessimista, duas vezes mais insegura que tu. Talvez seja aí, que o tão ditado popular se adequa, os opostos atraem-se.
Passadas umas semanas, talvez uns meses pude abraçar-te. Não sei se te lembras, mas foi numa terça feira. Estava eufórica. Lembro-me porque demorei quase 1h a chegar perto de ti... Tinha medo que algo falhasse, que eu fizesse algo incorreto, que não dissesse nada de jeito, como tem acontecido. Abraçaste-me e o meu mundo parou... Nem podia acreditar que tinha esperado desde Agosto para aquilo. Nem conseguia imaginar que um dia aquilo iria acontecer... Tomavas conta de todo o meu corpo. Eu agia por ti, e só por ti. Beijaste-me, foste tu, não sei se te lembras. O meu coração e a minha cabeça entraram em sintonia e só gritavam: '' Caraças, finalmente! '' ... Ficamos ali mais de 2h, acho eu... Foste tu que me perguntaste se eu queria ser tua. Foste tu que deste esse passo. Um passo em vão, não?
Enfim... Umas desavenças aqui, outras ali... Uma constante guerra entre aquilo que sentia, e aquilo que seria melhor para mim. Incrível o que o amor faz às pessoas, mas mais incrível ainda é aquilo que as pessoas fazem por amor. E olha... Estou aqui sentada nesta cadeira, em frente a um ecrã de computador, escrevendo este texto. Só para que saibas o quanto te amo, o quanto desejo que estejas aqui comigo. Faz hoje 4 meses que deixamos de ser quem éramos. Deixamos de ser um só para sermos duas pessoas separadas que evitam falar disto... Ainda não percebi porquê, mas assim é. Eu não te quero pressionar. Não quero que sintas que tens que fazer algo, só para me agradar ou para me fazer feliz... A verdade é que só queria um '' Não desistas de mim... '' ou um '' Não dá, desculpa. Segue em frente. ''... Sinto que estou a fazer tudo em vão. Já é a terceira vez que o faço e com isso só quero que sintas o quanto és importante para mim, o quanto te amo. Porque amar é isso mesmo... É querer ver a pessoa que amamos feliz, seja connosco, com outra pessoa, ou à procura da sua liberdade. Mas a liberdade, é só um estado de espírito.
E mais uma vez, amo-te. Por todas estas palavras aqui escritas, pelo nosso primeiro abraço, pelo nosso primeiro beijo... Só porque és tu.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Presença persistente.

Não a nível físico, porque não estás aqui. Não me tocas, não me abraças, não me proteges. Não a nível físico, mas a nível emocional... És uma constante presença persistente que insiste em ficar todas horas, todos os minutos, todos os segundos. Não me abraças fisicamente, mas se eu fechar os olhos e sem ser com muita força, consigo relembrar-me da última vez que me abraçaste. Da última vez que disseste que me amavas, que me beijaste, da última vez que disseste que eu era diferente. És uma presença persistente em todos os meus caminhos... Quando eu estou sozinha, não encontrando a solução, estás ali. Não te chamaria de anjo, porque não o és. Chamar-te-ia de chato, idiota, tolo... Sim, talvez. Alguém completamente bipolar... Num segundo ótimo, bem disposto, no outro irónico e seco.
Mas eu não te culpo. Não tens a culpa de lidar, diariamente, com alguém chato e estúpido que não percebe que é tempo de pegar nas malas e ir embora... Imagino isso como uma estação de comboios, talvez... Talvez o meu próximo comboio tenha-se atrasado e eu esteja à espera em vão. Ou talvez não... Talvez tenha de continuar nesta paragem batendo com a cabeça sempre no mesmo comboio até ferir gravemente. Estou cansada... Não é que tenha sono. Simplesmente não sei o que estou a escrever.
PS: Desculpa. Foi o meu pior.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Confissões de uma idiota apaixonada.

Hey idiota! Eu sei que estás a ler isto, lês sempre. Quero que saibas que tudo aquilo que irei dizer aqui é para ti, aliás.. Todos os meus textos aqui escritos são para ti ( não sei se já te deste conta ).
Eu não te quero ocupar muito tempo. Só te queria dizer que apesar de tudo ainda te amo. Ainda amo os teus olhos, o teu cabelo, o teu sorriso, as tuas mãos, o teu corpo, ainda te amo a ti. Isso basta? Provavelmente não. A esta hora estarás a perguntar: '' Mas depois de tudo, ainda estás a dizer que me amas? Mas então tudo aquilo que veio depois não mexeu contigo? '' ... Sim, eu continuo a mesma idiota de sempre. Mas eu continuo a querer-te comigo. Continuo a desejar-te nas noites mais frias, nos dias mais longos, no dia em que o sol se mete entre as nuvens e eu me sinto completamente sozinha. Tenho saudades de quando sorria ao ver-te, de saber que estavas ali ao meu lado e que contigo estava segura. És tu, sempre serás tu.
Mas porquê? Porque é que me destróis sempre que estamos numa fase mais alta? Porque é que me fazes acreditar que está tudo bem quando, na realidade, está tudo a desfazer-se entre os meus dedos como areia e eu não posso fazer nada? Eu só te quero aqui. A meu lado, abraçado a mim... Só quero poder realizar todos os meus sonhos a teu lado, porque o principal és tu... O resto, é secundário e desde que esteja contigo eu sei que estarei feliz. Em Itália, num apartamento, numa cave, debaixo da ponte... É contigo que o meu mundo melhora depois de uma longa batalha.. É contigo que fica tudo bem...!
Eu amo-te a ti e só a ti.