quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Sexta Carta, e última ( 15 Janeiro 2014 ) ~ 15/365

Sabes que ao escrever estas cartas, o meu intuito era transmitir aquilo que sinto? Então, sabes que mais... Amo-te. Mas eu já nem quero saber disso. Sim, pela primeira vez, desisto. Estou cansada. Cansada de lutar por quem diz que sente e que só ilude.Cansada de receber um abraço e depois ser completamente apunhalada. Já não era amor, era uma obrigação. Era uma obrigação na medida em que: '' Coitada, ela está a lutar tanto por mim, vamos ficar juntos uns dias e depois acabamos. ''. Mas eu já nem quero saber. Com quem andas, onde andas, o que fazes, com quem fazes. Estou cansada demais de ser sempre eu a mostrar tudo e não receber nada em troca. Cansada de lutar contra tudo e contra todos e depois ficar entre a espada e a parede. Não quero saber mais, percebes? Não quero saber nem de Itália, nem de todos os nossos sonhos... Ou devo dizer, meus sonhos? Sim, eram meus... São meus! Mas a vida é feita de escolhas, e nós escolhemos quem queremos para a nossa vida. Escolhemos quem queremos que nos apoie, quem queremos que esteja a caminhar ao nosso lado, a levantar-nos... 
E eu queria-te. Talvez ainda te queira, mas a única coisa que eu retiro de toda esta história é experiência. Amadureci e isto tudo devo-te a ti, obrigada. Fui mesmo ingênua, idiota, tola, parva, completamente cega. Enfim... Já dizia Luís de Camões '' Amor é fogo que arde sem se ver. '' ... A verdade é que apesar de tudo isto, de todos os fingimentos, de todos os '' amo-te ''s, eu encontro-me no chão. Como um simples tapete, em que todos passam por cima, mas sabes que mais? Eu vou levantar-me. Começar do zero. Novos planos, novas ambições... Não por agora. Preciso de descansar, tirar umas férias, estar sozinha, só assim me conseguirei reconstituir. Mas eu amo-te, e é por isso que eu me considero a maior idiota do mundo. 
Obrigada por toda a experiência que me proporcionaste.
Sê feliz.

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