Não a nível físico, porque não estás aqui. Não me tocas, não me abraças, não me proteges. Não a nível físico, mas a nível emocional... És uma constante presença persistente que insiste em ficar todas horas, todos os minutos, todos os segundos. Não me abraças fisicamente, mas se eu fechar os olhos e sem ser com muita força, consigo relembrar-me da última vez que me abraçaste. Da última vez que disseste que me amavas, que me beijaste, da última vez que disseste que eu era diferente. És uma presença persistente em todos os meus caminhos... Quando eu estou sozinha, não encontrando a solução, estás ali. Não te chamaria de anjo, porque não o és. Chamar-te-ia de chato, idiota, tolo... Sim, talvez. Alguém completamente bipolar... Num segundo ótimo, bem disposto, no outro irónico e seco.
Mas eu não te culpo. Não tens a culpa de lidar, diariamente, com alguém chato e estúpido que não percebe que é tempo de pegar nas malas e ir embora... Imagino isso como uma estação de comboios, talvez... Talvez o meu próximo comboio tenha-se atrasado e eu esteja à espera em vão. Ou talvez não... Talvez tenha de continuar nesta paragem batendo com a cabeça sempre no mesmo comboio até ferir gravemente. Estou cansada... Não é que tenha sono. Simplesmente não sei o que estou a escrever.
PS: Desculpa. Foi o meu pior.
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